Foi assim que me sentia, nos 5 meses e meio que passei mochilando pela primeira vez.
Me sentia como uma criança descobrindo o mundo, o que de certa forma era verdade, mas com os olhos e a experiência de um recém-tornado adulto.
Saindo de Takaoka, na província de Toyama, passei pelos Alpes do Sul, num caminho que se chama "Tateyama-Kurobe Alpine Route" que me levou à província vizinha de Nagano.
Lá perto, pernoitei na pitoresca cidade de Matsumoto, onde visitei um castelo da época dos feudos, e segui para a cidade de onde eu iria partir, mas não antes de tomar a vacina contra febre-amarela, que é obrigatória para nós brasileiros para entrar na Tailândia.
Parti então para a Coréia do Sul, onde visitei Seoul por alguns dias, alguns dias também em Beijing, Shanghai, Hong Kong na China.
Depois no sudeste da ásia propriamente dito: Tailândia, Cambodia, Malásia, Singapura... Quando for novamente escrevo mais sobre esses países.
Singapura
Nesse tempo todo, claro, aconteceram muitas coisas. Fui roubado 2 vezes (a primeira me deixou em apuros e não fosse o Marcos, meu primo, ter me salvado...), ri até não aguentar mais, chorei de tristeza e saudades de casa, fiquei com medo, andei quase 10 km sobre a Muralha da China com uma francesa que estava numa volta ao mundo de bike, vi pandas pela 1a vez, me apaixonei, comi grilos e outros insetos, fiz amigos inesquecíveis, fui para outra cidade, e mudei meu roteiro, só de raiva, por ter perdido um trem... Melhorei muuito meu inglês, conheci gente do mundo todo...
Não necessariamente nessa ordem.
Fiz e vi tanta coisa, que senti que tinha vivido muito mais nesses quase meio ano que passei mochilando que na minha vida de 18 anos inteira, e, ao final de tudo, era como se fosse um livro, que você não quer acabar de ler, mas sabe que está na última página, e deve continuar em frente.

Nesse tempo todo, claro, aconteceram muitas coisas. Fui roubado 2 vezes (a primeira me deixou em apuros e não fosse o Marcos, meu primo, ter me salvado...), ri até não aguentar mais, chorei de tristeza e saudades de casa, fiquei com medo, andei quase 10 km sobre a Muralha da China com uma francesa que estava numa volta ao mundo de bike, vi pandas pela 1a vez, me apaixonei, comi grilos e outros insetos, fiz amigos inesquecíveis, fui para outra cidade, e mudei meu roteiro, só de raiva, por ter perdido um trem... Melhorei muuito meu inglês, conheci gente do mundo todo...
Não necessariamente nessa ordem.
Fiz e vi tanta coisa, que senti que tinha vivido muito mais nesses quase meio ano que passei mochilando que na minha vida de 18 anos inteira, e, ao final de tudo, era como se fosse um livro, que você não quer acabar de ler, mas sabe que está na última página, e deve continuar em frente.
Ao voltar para o Japão, minha irmã, cunhado e sobrinho estavam de partida para o Brasil no mesmo dia, então deu uma certa tristeza, também por causa do fim da viagem.
Enfim, a vida seguiu, voltei a trabalhar na mesma firma que antes, mas não era mais a mesma coisa, logo fui dispensado com quase todo o resto da sessão (maldita crise de 2008/9) e fui "recolocado" em outra firma, onde me proporcionou juntar dinheiro.
Eu não estava satisfeito, e, não fossem pessoas muito especiais que conheci lá, teria parado muito tempo antes.... de me dispensarem de novo! Ah, não, isso só pode significar uma coisa: está na hora do Mochilão pela Ásia II: A continuação!

Bamboo Island, Krabi.
Ao voltar de uma viagem, não sei se o mundoAntônio Skármeta
encolheu, ou eu é que cresci.

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