quarta-feira, 13 de julho de 2011

Depois de 1 semana de viagem...

Aqui estamos nos, ja na Tailandia. Passamos por Tokyo, Hong Kong e Macau, mas foi tdo tao rapido que mal vimos o tempo passar...
Nao temos mto o que falar de Hong Kong, afinal como eu ja tinha visitado 2 vezes nada pra mim era mto diferente la. Nao pudemos conhecer mto pq ficamos pouco tempo, e logo fomos pra Macau.

Eu e o Marcelo achavamos graca nos nomes das lojas em Macau, mistura de portugues com chines, ficava algo tipo "estabelecimento de comidas Shin Fau Look Xie". Estabelecimento de comidas...rsss
Paragem de autocarro. Estacionamento para veiculos ligeiro. Area para fumadores. A presenca de Portugal esta presente na arquitetura, comida, lingua. E isso que vimos la, tivemos pouco tempo mas foi o suficiente para irmos nos casinos e ver um pouco da cidade.

E no balcao de informacoes do aeroporto de Bangkok...

Eu: Oi, voce tem um mapa da cidade ai?
Mulher: Claro, aqui esta!
Eu: Posso pegar mais um? Pra ele? (apontando pro Marcelo)
Mulher: Toma mais um.
Eu: Muito obrigado.
Mulher: De nada.
Marcelo: Brazil!
Eu e mulher: ???!!!

kkkk pois eh. Ele falou isso. A mulher deve ter pensado: e dai? Thailand! kkkk
Eu sai correndo entao nao vi a reacao dela. Logo caiu minha ficha, o Marcelo entendeu "Youre welcome" (de nada) como: "Where you come from". Por isso ele soltou essa. Depois, foi soh risada...

Agora estamos em Bangkok, esta um calor infernal e humido demais, mas estamos sofrendo menos que em Hong Kong e Macau. Nao to afim de ficar mais entao vou deixar as fotos pra depois.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Contagem regressiva. De novo...

Carpe diem.

Se tem uma coisa que eu tento convencer algumas pessoas ao meu redor, é que não devemos deixar para fazer o que realmente queremos amanhã. Esse amanhã pode nunca chegar. Logo, você "estará velho demais". Ocupado demais. Doente demais. A sete palmos do chão..(nunca se sabe o que as Moiras prepararam para a gente...)
Então, o momento é agora.

Horácio já escreveu em seu poema:
"...Dum loquimur, fugerit invida aetas: carpe diem quam minimum credula postero."

Entendeu? Nem eu. Traduzindo... "...Enquanto falamos, terá fugido ávido o tempo: Aproveita o dia de hoje, muito pouco acredita no que virá".

Carpe diem. Aproveite o dia, colha os seus botões de rosas enquanto pode!

Claro, devemos ser prudentes e pensar no amanhã (quer venha, quer não), mas ficarmos ansiosos em acumular riqueza não nos levará a lugar algum. Essa é a minha opinião. Respeito quem pensa diferente, mas isso me faz pensar em um capítulo do livro "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry, é bom ler para pensarmos no que é mesmo importante na nossa vida.


Capítulo XIII

O quarto planeta era o do homem de negócios. Estava tão ocupado que não levantou sequer a cabeça à chegada do príncipe.

- Bom dia, disse-lhe este. O seu cigarro está apagado.

- Três e dois são cinco. Cinco e sete, doze. Doze e três, quinze. Bom dia. Quinze e sete, vinte e dois. Vinte e dois e seis, vinte e oito. Não há tempo para acender de novo. Vinte e seis e cinco, trinta e um. Uf! São, pois quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um.

- Quinhentos milhões de que ?

- Heim ? Ainda estás aqui ? Quinhentos e um milhões de... Eu não sei mais... Tenho tanto trabalho. Sou um sujeito sério, não me preocupo com ninharias ! Dois e cinco, sete...

- Quinhentos milhões de que ? Repetiu o príncipezinho, que nunca na sua vida renunciara a uma pergunta, uma vez que a tivesse feito.

O homem de negócios levantou a cabeça :

- Há cinquenta e quatro anos que habito este planeta e só fui incomodado três vezes. A primeira vez foi há vinte e dois anos, por um besouro caído não sei de onde. Fazia um barulho terrível, e cometi quatro erros na soma. A segunda foi há onze anos, por uma crise de reumatismo. Falta de exercício. Não tenho tempo para passeio. Sou um sujeito sério. A terceira... É esta! Eu dizia, portanto, quinhentos e um milhões...

- Milhões de que ?

O homem de negócios compreendeu que não havia esperança de paz :

- Milhões dessas coisinhas que se vêem às vezes no céu.

- Moscas ?

- Não, não. Essas coisinhas que brilham.

- Abelhas ?

- Também não. Essas coisinhas douradas que fazem sonhar os ociosos. Eu cá sou um sujeito sério. Não tenho tempo para divagações.

- Ah! Estrelas ?

- Isso mesmo. Estrelas.

- E que fazes tu de quinhentos milhões de estrelas ?

- Que faço delas ?

- Sim.

- Nada. Eu as possuo.

- Tu possuis as estrelas ?

- Sim.

- Mas eu já vi um rei que...

- Os reis não possuem. Eles "reinam" sobre. É muito diferente.

- E de que te serve possuir as estrelas ?

- Serve-me para ser rico.

- E para que te serve ser rico ?

- Para comprar outras estrelas, se alguém achar.

Esse aí, disse o príncipezinho para si mesmo, raciocina um pouco como o bêbado.

No entanto, fez ainda algumas perguntas.

- Como pode a gente possuir as estrelas ?

- De quem são elas ? Respondeu ameaçador, o homem de negócios.

- Eu não sei. De ninguém.

- Logo são minhas, porque pensei primeiro.

- Basta isso ?

- Sem dúvida. Quando achas um diamante que não é de ninguém, ele é teu. Quando achas uma ilha que não é de ninguém, ela é tua. Quando tens uma idéia primeira, tu a fazes registrar: Ela é tua. E quanto a mim, eu possuo as estrelas, pois ninguém antes de mim teve a idéia de possuí-las.

- Isso é verdade, disse o príncipezinho. E que fazes tu com elas ?

- Eu as administro. Eu as conto e reconto, disse o homem de negócios, É difícil. Mas eu sou um homem sério !

O príncipezinho ainda não estava satisfeito.

- Eu, se possuo um lenço, eu posso colocá-lo em torno do pescoço e leva-lo comigo. Se possuir uma flor, posso colher a flor e levá-la comigo. Mas tu não podes colher as estrelas.

- Não. Mas eu posso colocá-las no banco.

- Que quer dizer isto ?

- Isso quer dizer que eu escrevo num papelzinho o número das minhas estrelas. Depois tranco o papel à chave numa gaveta.

- Só isto ?

- E basta...

É divertido, pensou o principezinho. É bastante poético. Mas não é muito sério.

O principezinho tinha, sobre as coisas sérias, idéias muito diversas das idéias das pessoas grandes.

- Eu, disse ele ainda, possuo uma flor que rego todos os dias. Possuo três vulcões que revolvo toda semana. Porque revolvo também o que está extinto. A gente nunca sabe. É útil para os meus vulcões, é útil para a minha flor que eu os possua. Mas tu não é útil às estrelas...

O homem de negócios abriu a boca, mas não achou nada a responder, e o príncipezinho se foi...

As pessoas grandes são mesmo extraordinárias, repetia simplesmente no percurso da viagem.